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8º CBTms discute produção de mídias em tele-educação


8º CBTms discute produção de mídias em tele-educação

Clique em exibir as imagens para verquinta-feira, 16 de Novembro de 2017

Nessa quarta-feira (15) foram iniciadas as atividades do primeiro dia de 8º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde. A UNA-SUS estará presente durante todo o evento e iniciou seus trabalhos com o painel Produção de mídias em tele-educação, com coordenação da Dra. Lina Barreto Brasil, que atua em educação mediada por tecnologias interativas na FIOCRUZ-UNA/SUS. A palestra contou com a participação de profissionais do Sistema UNA-SUS e Telessaúde.

Para abertura do painel, Eduardo Zanatta, que representa a coordenação do núcleo de produção educacional da UNA-SUS/UFCSPA, parte integrante da rede colaborativa de Instituições do Sistema Universidade Aberta do SUS, abordou a evolução dos processos de produção educacional. O primeiro curso implantado pela UNA-SUS/UFCSPA foi o curso de Especialização em Saúde da Família, destinado à médicos, enfermeiros e dentistas, que foi um grande desafio para a equipe do Projeto. No início, o curso apresentava uma interface simples, e a proposta era produzir tudo com o uso de ferramentas gratuitas, mas que pedagogicamente traziam benefícios para o aluno. Ao final   da produção desse primeiro produto, a UNA-SUS/UFCSPA tinha desenvolvido um produto muito bem aceito, feito por professores especialistas de cada área com uma proposta pedagógica diferenciada.

A busca de mais respostas sobre a capacidade de produção e o custo de um curso, por exemplo, motivou a UNA-SUS/UFCSPA a pensar em tudo o que havia sido feito e descobrir o que poderia melhorar. Para Zanatta, a profissionalização mais efetiva veio através das proposições de planejamento, de ferramentas e mapeamento de processo. Para ele, essas são questões básicas e norteiam o funcionamento de uma organização.

 

A ideia principal da palestra foi sensibilizar os participantes para o profissionalismo necessário na educação a distância. “Se houver uma maior profissionalização, não vamos disputar com outras formas de ensino, vamos sim ter mais espaço para apoiar e complementar todas elas”, afirma Eduardo.

 

Utilizando essas ferramentas de gerenciamento de projetos, a UNA-SUS/UFCSPA obteve respostas, pois usando essas ferramentas e os padrões criados pelo Projeto, foi possível otimizar os processos de trabalho e os recursos humanos, aumentar a maturidade organizacional, diminuir o retrabalho, facilitar o acesso à informação e, principalmente, potencializar a assertividade nos orçamentos e prazos de entrega e a confiabilidade nas respostas.

 

Para Eduardo, “o aluno foi beneficiado com um visual muito mais atrativo dos cursos, tivemos uma maior satisfação do usuário, comprovado por uma pesquisa qualitativa que realizamos”.

 

Para o futuro, a equipe UNA-SUS/UFCSPA pretende evoluir com os padrões já criados e  reforçar os indicadores de sucesso, delineando os objetivos de forma consistente e planejada.

 

A coordenadora de Produção Pedagógica da UNA-SUS/UFMA, Paola Trindade, deu continuidade ao painel abordando o fazer das universidades no dia a dia para a produção dos recursos educacionais, falando sobre a produção de recursos educacionais para cursos autoinstrucionais. “Pensar na elaboração de recursos educacionais é algo extremamente importante, sendo necessário observar várias peculiaridades  pertinentes à modalidade EaD”, afirma Paola. Para ela, a estratégia a ser utilizada deve estar intimamente relacionada ao público-alvo, com uma abordagem educacional pré-definida para que haja efetividade no recurso educacional proposto. Os desafios que se apresentam dentro desse contexto são pautados na elaboração de recursos educacionais pertinentes, na produção de recursos válidos e produtos elaborados de forma adequada, respeitando as modalidades e propostas pedagógicas previstas. “É preciso ter muito claro qual o objetivo daquele recurso e qual o objetivo específico daquele material que está sendo preparado, não existe a elaboração de um recurso educacional sem ter um objetivo, é preciso que não se perca de vista que o material é feito para o aluno com objetivo educacional”.

 

A mediadora do painel, Lina Barreto Brasil, afirma que “para fazer educação a distância é preciso fazer um planejamento bom e automatizar alguns processos, já que há uma dificuldade em larga escala, principalmente em um país como o nosso, em que não há acesso à internet em todas as localidades”. Para a consultora, é importante pensar nos avanços que ocorrerão futuramente.

 

Cícero Inácio da Silva, do Núcleo de Telessaúde da UNIFESP, abordou o tema audiovisual em ultra definição e as redes avançadas na formação em saúde e Lidiane Aparecida de Souza, do Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG, encerrou o painel com a palestra Estratégias educativas em saúde focadas nos usuários. “Para montar um objeto de aprendizagem precisamos ser muito objetivos e simples e sempre pensando qual é o perfil que vai absorver a informação, tem que ser interativo”, diz Lidiane.

 

No início da tarde, o painel Impacto das mídias sociais na saúde, mediado por Rodrigo Tubelo da UNA-SUS/UFCSPA e ABTms, abordou as mídias sociais como ferramenta de comunicação e aproximação com o público-alvo. Katherine Marjorie, da UNA-SUS/UFMA e ABTms, relatou a experiência da equipe de comunicação do Projeto na criação de estratégias para a aproximação do público-alvo, através de uma comunicação mais direcionada e interativa. A UNA-SUS/UFMA entendeu que precisava desenvolver novas formas de comunicação para atingir o público desejado e gerar atratividade para os alunos, “isso fez com que o Projeto partisse de uma ação reativa para uma ação ativa”, diz Katherine em relação à maneira de atingir esses alunos e possíveis alunos, utilizando as mídias sociais. Além disso, procuram aproximar o contato que tem com os alunos, evitando respostas genéricas e procurando o relacionamento através de respostas mais próximas e com uso de emojis, por exemplo. A equipe de comunicação passou a explorar conteúdos relevantes para o público-alvo, através de uma linguagem mais direcionada para cada público específico.

 

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